Canal de Cursos de Gestão da Unigranrio promove palestra sobre dados
- Marcos Vinícius Pereira

- 7 de out. de 2021
- 3 min de leitura
Nesta última sexta-feira (29), os cursos de gestão da Unigranrio realizaram uma live no canal da instituição no Youtube sobre a exploração de dados na internet e as mudanças com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O evento contou com a palestra da professora Carla Gonçalves, especialista no assunto, que esclareceu questões relacionadas à proteção das informações pessoais. A professora Anna Paula Lemos, do curso de Jornalismo, fez a mediação das perguntas. O objetivo da live foi esclarecer a aplicação e alguns fundamentos da LGPD.
A Lei número 13.719 , sancionada no mês de agosto de 2018, entrou em vigor no Diário Oficial da União a partir do dia 26 de agosto de 2020. O principal objetivo dessa lei é a transparência no uso de dados das pessoas em todos os meios, sejam eles físicos ou virtuais, inibindo o assédio digital.
Iniciando a apresentação, a professora Carla mostrou o caso da CYRELA, primeira empresa brasileira punida por disponibilizar os dados de seus clientes para outras instituições, com a finalidade de assediar essas pessoas e conseguir novos “contratos” para os parceiros empresariais. Na ocasião, a CYRELA foi condenada a pagar R$10 mil. A professora Carla salientou a importância desta punição:
“ – Esta punição chama atenção para duas questões: a primeiras delas é de que a lei está valendo (…), foi aplicada em um caso concreto. Já a segunda, as instituições devem orientar os seus colaboradores sobre o compartilhamento das informações”.
Para entender melhor as aplicações da lei, é preciso entender primeiro como funciona a coleta de dados. A palestrante explicou que todos os acessos na internet deixam rastros, ou seja, estamos sendo monitorados a todo o momento pela inteligência artificial, que se alimenta de um grande banco de dados (Big Data), para mapear e sugerir ações às pessoas.

Foto: Divulgação / Jornal Ponto de Partida
– Tipos de Dados:
Dados pessoais são os registros/rastros que permitem obter uma conclusão a respeito de alguém. Esses dados podem transmitir informações de forma ilícitas para outras pessoas. Quando você informa seu telefone ou endereço, por exemplo.
Dados sensíveis são informações mais “particulares”, que estão sujeitos a condições de tratamento específicas, como por exemplo dados que revelem origem racial ou étnica, opiniões políticas e convicções religiosas ou filosóficas.
Sabendo disso, a LGPD analisa todas as etapas incluídas: coleta, tratamento, armazenamento e eliminação dos dados pessoais. A lei também institui mecanismos de proteção e privacidade, ou seja, qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que exerça atividades de coleta e processamento de dados pessoais no Brasil está submetida à ela
A LGPD já é amplamente utilizada nos países desenvolvidos, como na europa, onde a lei já é discutida há cerca de 25 anos. Embora seja novidade no Brasil, o assunto já é apresentando com muita relevância por ser a primeira lei no Brasil que cuida dos dados pessoais. Já existem leis sobre dados gerais, de empresas e de transparência. A LGPD garante a proteção dos dados do indivíduo.
Porém esse é um desafio, pois exige um consentimento do cliente para expor seus dados.
–O que muda na vida dos brasileiros a partir da LGPD?
Vivemos em uma sociedade informacional/digital, onde toda a vida da sociedade está pautada pela tecnologia. A LGPD é uma garantia de que os dados, tanto das pessoas físicas quanto jurídicas, tenham um respaldo pela lei, evitando que seus dados fiquem expostos e possam ser usados indevidamente;
As empresas precisam se adequar às regras da LGPD, uma vez que existem punições previstas em lei para os que descumprirem seus artigos;
As empresas precisam orientar e conscientizar seus colaboradores. O compartilhamento de informações entre empresas, agora precisa estar pautado na proteção de dados.
– Como ter o respaldo da lei:
O usuário agora, pode recorrer aos órgãos específicos no caso de ter seus direitos violados.
a permissão para utilização de dados deve estar explícita no momento do contrato ou adesão, de forma que o cliente tenha consciência da disponibilização ou não de seus dados pessoais.
Na live, a especialista pôde comparar com os filmes “Privacidade Hackeada” e “O Dilema das redes”, que mostram como as pessoas são monitoradas e sugeridas a tomarem ações propostas pela inteligência artificial, que utilizam nossas informações para lucrar.
O evento, que durou cerca de 1 hora e 15 minutos, foi um grande sucesso e teve mais de 120 pessoas assistindo ao vivo. Além disso, o vídeo da transmissão já conta com mais de 500 visualizações.
A equipe do Jornal Ponto de Partida agradece à professora Carla Gonçalves pela oportunidade de esclarecer às dúvidas sobre a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD), e a professora Anna Paula Lemos pela mediação da live.



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